A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) vai discutir o financiamento do agronegócio no evento Agro em Questão, no próximo dia 1 de fevereiro, na sede da entidade, em Brasília. O encontro pretende debater os desafios e alternativas para garantir o crescimento do setor.

O Agro em Questão vai discutir a ampliação do acesso dos produtores ao mercado financeiro, seja por meio do crédito bancário ou de novas fontes de financiamento, como os títulos do agronegócio.

"Hoje, o crédito oficial representa, aproximadamente, 37% dos recursos utilizados na safra brasileira. Esse índice vem caindo todo ano e outras formas de financiamento estão surgindo", disse em nota o superintendente técnico da CNA, Bruno Lucchi.

A programação será dividida em três painéis: Panorama do Financiamento para o Agronegócio – visão do produtor - Visão do Governo sobre o Financiamento para o Agronegócio e Fontes de Mercado para o Financiamento do Agronegócio.

Faça sua Inscrição


Fonte Rural BR
Domingo, 21 Janeiro 2018 03:34

Mapa abre vagas para curso técnico gratuito

Estão abertas 3.020 vagas de curso à distância de técnico de nível médio em agronegócio, com duração de dois anos. Para inscrever-se é preciso ter concluído o ensino médio e ser preferencialmente agricultor familiar ou de propriedades de médio porte, agente de assistência técnica e extensão rural cadastrado no Programa Rural Sustentável do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento ou ser vinculado a empresas do setor ou a órgãos oficiais credenciados no Programa de Assistência Técnica e Gerencial do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar).

O curso é gratuito com carga horária de 1.230 horas e terá bases de apoio presencial em todas as regiões do país em 92 endereços do Senar. As atividades são semipresenciais, sendo os conteúdos à distância disponibilizados pela internet, material impresso e vídeoaulas, além dos executados em encontros presenciais (20% do conteúdo) nos locais de apoio

Demandado pelo Ministério da Agricultura, será realizado por meio do Programa Bolsa-Formação do Pronatec. É reconhecido pelo Ministério da Educação e pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia. As inscrições, que foram abertas no dia 16 de janeiro, vão até o dia 9 de fevereiro e devem ser feitas na página do Senar, conforme prevê o edital nº 001/20018

Faça sua Inscrição

Edital do curso

Após alguns testes nos links acima, foi detectado erros na leitura da página, em contato com os responsáveis, foi alegado que devido a muitos acessos a página do Senar estava insconstante. Os candidatos terão que persistir para tentar uma oportunidade.


Fonte Rural BR

O congelamento de importantes hidrovias nos Estados Unidos está prejudicando o transporte de grãos produzidos no Meio-Oeste do país, resultando em preços mais baixos para agricultores.

A queda das temperaturas na região congelou parte dos rios Mississippi, Illinois e Ohio nas últimas semanas. Com isso, algumas empresas de transporte de grãos estão oferecendo preços mais baixos a produtores, enquanto outras suspenderam as operações.

Uma operadora de grãos em Naples, Illinois, está oferecendo a agricultores 13 cents a menos por bushel de soja, de acordo com Mike Steenhoek, da Coalizão de Transporte de Soja. Enquanto isso, alguns agricultores terão de segurar sua produção até o degelo dos rios.

Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), o volume de grãos transportado por barcaças nesses rios nas duas primeiras semanas de janeiro caiu 63% em relação a igual período do ano passado. Fonte: Dow Jones Newswires


Fonte Rural BR

A safra de café robusta 2018 no Espírito Santo, que começa a ser colhida em abril, deve ficar estável na comparação com a temporada passada, ou até registrar pequeno avanço. O Estado, principal produtor da variedade no Brasil, teve seus cafezais bastante prejudicados pela seca em 2015 e 2016. No ano passado, a produção da variedade já apresentou recuperação, atingindo 5,9 milhões de sacas de 60 kg, alta de 17,5% em relação ao ano anterior.

De acordo com o diretor Técnico, Mauro Rossoni Junior, do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), o clima melhorou nas regiões produtoras capixabas. A dificuldade para uma recuperação mais intensa se dá pela demora em se reorganizar as lavouras após os problemas climáticos e também pela necessidade de replantio, em alguns casos. "Os produtores têm sinalizado uma colheita próxima da de 2017 ou levemente maior. Por causa da seca, muitos fizeram o replantio. Essas plantas só devem começar a produzir a todo vapor a partir de 2019", explicou.

Outro fator que pode comprometer a produção é a redução da área plantada. Rossoni disse que o preço menos remunerador tem limitado os investimentos dos cafeicultores. A área cultivada no Espírito Santo vem diminuindo ao longo dos anos e, no ano passado, recuou cerca de 10%, segundo dados do Incaper.

O gerente Comercial de Café, Edimilson Calegari, da Cooperativa Agrária dos Cafeicultores de São Gabriel (Cooabriel), no norte do Estado, principal região produtora de conilon, apontou também a redução do parque cafeeiro como um empecilho para uma safra muito volumosa e crê numa recuperação total a partir de 2019. Entretanto, diante do clima mais chuvoso, ele espera crescimento de até 20% na colheita deste ano para a variedade no Espírito Santo, sobretudo no norte e noroeste (responsáveis por mais de 80% da produção de conilon capixaba), e também no sul da Bahia, onde existem algumas áreas de atuação da cooperativa. A estimativa da Cooabriel é de que a colheita alcançou cerca de 6 milhões de sacas no Espírito Santo e 2 milhões de sacas no sul da Bahia, somente de conilon, em 2017.

Para 2019, Calegari disse que as perspectivas são positivas, mas reforçou que é difícil olhar para um intervalo de tempo tão longo. "As plantas já estarão em plena capacidade de produção, mas dependem muito do clima. Temos sempre um pé atrás com essa questão", observou.

Já para a colheita deste ano, tanto Calegari quanto Rossoni destacaram que a safra está passando por um momento importante e que precisa de muita água. "Agora é o período de formação do grão. É a fase mais crítica. Precisamos de mais água no pé de café para o grão se formar (evitando que fiquem chochos)", disse Calegari.

O ritmo de chuvas no parque cafeeiro de robusta no Estado foi positivo no começo do mês, mas agora o calor tem predominado. Mesmo diante do fato de, segundo o Incaper, 70% da lavoura capixaba da variedade ser irrigada, a técnica pode não ser suficiente para compensar as altas temperaturas. A estimativa, por agora, é de mais chuva para o fim deste mês. "Se vier uma chuva de 50 a 60 milímetros estaremos tranquilos", acrescentou Calegari.

Nesta sexta-feira de manhã a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou a primeira estimativa para a safra de café no Brasil em 2018, que deve aumentar de 21% a 30% em comparação com a safra do ano passado, para entre 54,44 milhões e 58,51 milhões de sacas. Segundo a Conab, a safra de conilon no Espírito Santo deve crescer entre 29,5% e 46%, de 7,7 milhões de sacas a 8,7 milhões de sacas.


Fonte Rural BR

Foi aberta oficialmente a colheita da safra de soja 2017/2018 do Brasil. Durante a Abertura Nacional da Colheita, promovida pelo Projeto Soja Brasil nesta sexta-feira, dia 19, no município de Canarana (MT), o público pôde acompanhar discussões importantes sobre a relação entre a produtividade e a rentabilidade, técnicas de manejo e a necessidade de se alterar a lei de defensivos agrícolas. A perspectiva da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) é de que o Brasil colha 110 milhões de toneladas, montante parecido com as estimativas das principais consultorias do país.

O clima em Canarana era de pura festa. A descontração entre os convidados, palestrantes e autoridades dava o tom da expectativa a respeito da safra que começa a ser colhida. A emoção tomou a platéia quando o presidente da Aprosoja Brasil, Marcos da Rosa, não segurou as lágrimas ao ouvir o presidente do Canal Rural, Julio Cargnino, falar sobre os feitos que sua entidade realizou no setor da soja e a importância de Canarana (cidade onde Da Rosa possui propriedade) para o estado de Mato Grosso.

“Temos de ressaltar a importância do trabalho realizado pelo Canal Rural, que é parceiro da Aprosoja Brasil na tarefa de disseminar informações aos produtores. Me emociono ao perceber que nosso trabalho não é em vão, que estamos ajudando muita gente e que vamos continuar lutando pelo nosso setor”, diz Da Rosa.

Também presente na cerimônia, o ministro interino da Agricultura, Eumar Novacki, disse que criar políticas que garantam a renda mínima para o produtor é uma obrigação do Mapa, e que continuarão lutando para que o setor cresça rapidamente. “O governo tem a obrigação de estimular e fomentar o crescimento do setor. E por isso estamos mais próximos ao setor com o programa Agro Mais”, diz Novacki.

A tradicional chuva de soja aconteceu mais uma vez e contou com um espetáculo dos maquinários que fizeram a colheita. Pilotando umas das colheitadeiras, Novacki e outras autoridades fizeram a retirada simbólica da oleaginosa do campo. Os produtores que acompanharam as palestras se juntaram à beira do campo experimental para aplaudir e comemorar o início dos trabalhos.

Biotecnologia

O evento teve início às 9h30, com a primeira palestra do dia. Adriana Brondani,  diretora-executiva do Conselho de Informações sobre Biotecnologia (CIB), reiterou que 94% das lavouras brasileiras de soja fazem uso de biotecnologia, o que é bom. Entretanto, em uma pesquisa também realizada pelo conselho, destacou que 7 em cada 10 produtores acreditam que as biotecnologias estão perdendo sua eficiência. A razão? Falta de manejo adequado, responderam os próprios agricultores, que também confessaram não fazer nem sequer o refúgio.

“O Brasil é o segundo país que mais adota biotecnologia no mundo. Temos variedades altamente adaptadas a todas as regiões do Brasil, e isso ajudou no desenvolvimento e avanço da cultura da soja no Brasil”, diz Brondani. “Precisamos que todos trabalhem na preservação das tecnologias para que elas sigam ajudando no campo.”

Na sequência, quem assumiu o púlpito foi o comentarista e consultor do Canal Rural Dejalma Zimmer, que apresentou a palestra “Como colher mais sem aumentar os custos de produção”. Segundo ele, enquanto boa parte dos produtores do país consegue elevar suas produtividade anualmente, cerca de 40% ainda não consegue colher nem as 50 sacas médias por temporada.

“Alguns pontos importantes estão ao alcance de todos e podem mudar essa realidade sem elevar seus custos de produção. Os sojicultores precisam treinar melhor suas equipes, regular corretamente as máquinas, observar e respeitar a janela de semeadura ideal, escolher a variedade adequada e optar por um manejo específico para sua área, com análise de nutrientes de solo e recomposição com adubação”, ressalta ele.

Complementando as observações de Zimmer, o engenheiro agrônomo Antônio Luís Santi destacou a importância da agricultura de precisão durante sua palestra. Para ele, a grande diferença entre o produtor que usa a tecnologia e o que não usa é que o primeiro possui informação e saberá tomar a decisão certa no momento adequado.

“A ideia da agricultura de precisão é detectar onde estão os gargalos para alcançar as altas produtividades e a redução de custos. Temos que fazer o dever de casa e entender por que não temos estabilidade na produção da fazenda. Temos condições de aumentar nossa produtividade, basta fazer o manejo correto e análise adequada das informações”, diz Santi.

Rochagem

Já o geólogo e pesquisador da Embrapa Éder Martins trouxe mais um vez sua pesquisa sobre o uso da rochagem no manejo da soja. Essa técnica é definida como a prática da aplicação direta de rochas moídas no solo, com a finalidade de manejar a fertilidade e fornecer nutrientes para as plantas. “A rochagem não vem para substituir os fertilizantes, mas para complementar, reduzindo os custos”, defende Martins.

“As rochas têm um teor de nutrientes baixo, um exemplo é o potássio, que na média possui apenas 10% de óxido de potássio, ou seja, precisamos de mais pó para compensar isso”, frisa ele. “A vantagem é que esse pó fica na terra e não é levado junto com a água de chuva, como os fertilizantes químicos.”

Ainda falando sobre insumos, o diretor executivo da Aprosoja Brasil, Fabrício Rosa, trouxe uma importante discussão sobre a necessidade de mudança na lei dos defensivos agrícolas. Ele explica que atualmente o Brasil demora 7,5 anos para analisar e aprovar um novo defensivo e que muitas vezes o produto não é o mais importante para o setor, frente outras demandas.

“Queremos modificar a prioridade de análise de determinados produtos que estão na fila, como os contra a helicoverpa, mosca-branca e tantos outros, que são necessários para garantir a segurança vegetal. Criar um status de emergência, como o benzoato, que precisou de um decreto”, diz Fabrício.

O executivo ressaltou também uma série de informações erradas a respeito dos defensivos que atrapalham o entendimento geral da população e listou uma série de mitos sobre o caso. “Um dos mitos é que os defensivos são cada vez mais tóxicos para o ser humano. Isso não é verdade, nos últimos 50 anos esses insumos perderam 160 vezes o seu grau de toxicidade aguda em humanos e meio ambiente. Tudo graças à evolução da tecnologia, que ficou mais seletiva e atinge apenas a praga alvo”, ressalta.

Diante das palestras e demandas levantadas pelos produtores, o ministro interino da Agricultura destacou que o Mapa irá estudar as reivindicações e tentar agilizar os processos. “Muitos dos problemas ressaltados neste evento serão avaliados pelo ministério para tentar melhorar os processos, sem burocratização”, finalizou Novacki.


Fonte Rural BR

Após um início ruim, as exportações do agronegócio gaúcho fecharam 2017 com um aumento de 4,43% no valor comercializado na comparação com 2016. A recuperação foi tão expressiva, que pela primeira vez o mês de dezembro cruzou a barreira de US$ 1 bilhão desde o início da série histórica, atingindo US$ 1,002 bilhão. Os dados foram divulgados pela assessoria econômica do Sistema Farsul, nesta quinta-feira, dia 18.

O primeiro semestre do ano foi marcado por preços internacionais baixos. A situação foi agravada pela variação cambial que também era desfavorável. Esse quadro acabou por gerar uma retração nas exportações com junho registrando  queda de 0,67%.

 “A gente considerava que se fechasse no zero seria bom pois o resultado estava muito ruim”, comenta o economista-chefe do Sistema Farsul, Antônio da Luz.

O cenário foi completamente alterado na segunda metade do ano. Com o crescimento da taxa de câmbio e o aumento dos preços internacionais as vendas deram um salto. “No segundo semestre os preços internacionais tiveram uma melhora substancial. Isso fez com que o mercado começasse a vender bem mais do que vinha vendendo. Tudo aquilo que foi represado no primeiro semestre foi comercializado no segundo, sobretudo a soja”, destaca Luz. A oleaginosa em grãos teve uma alta de 22,81%.

O resultado só não foi melhor em decorrência dos desempenhos da carne bovina (-4,55%) e do arroz (-6,36%).  “A queda na carne bovina se deu por conta da Operação Carne Fraca e as questões da JBS. Já o arroz teve preço da tonelada operando em preços muito baixos ao longo do ano, nos tirando competitividade”, compara o economista.

Outra questão levantada por Luz está na receita do produtor. “Como a taxa de câmbio está mais baixa do que em 2016, a receita em reais caiu 2,38%, fazendo com que ela acabe neutralizada. O que nós lamentamos, uma vez que os produtores fazem seus negócios em reais, não em dólares”, explica.

No volume também houve um crescimento nas exportações, com 10,03% e ultrapassando 20 milhões de toneladas. A China se manteve como principal comprador do agronegócio gaúcho em dezembro, sendo destino de 44,2% das vendas. Bem atrás aparece os Estados Unidos com 3,9% em segundo lugar, seguido pela Rússia, com 3,2%.


Fonte Rural BR
Sexta, 19 Janeiro 2018 12:30

Plantio da soja na Argentina atinge 96,7%

O plantio da soja na safra 2017/2018 da Argentina atingiu 96,7%, segundo a Bolsa de Cereais de Buenos Aires. Os trabalhos avançaram 2,4 pontos percentuais desde a semana passada e estão 2,4 pontos percentuais atrasados ante a safra anterior.

A área é estimada em 18,1 milhões de hectares, representando recuo de 5,7% ante a safra anterior. Em números absolutos, foram semeados 17,408 milhões de hectares.

MilhoA semeadura de milho no país vizinho chegou a 91,3%. Os trabalhos avançaram 5,5 pontos percentuais desde a semana passada.

A superfície plantada deve totalizar 5,4 milhões de hectares, acima dos 5,1 milhões de hectares para a temporada anterior. Em números absolutos, a área semeada totaliza 4,929 milhões de hectares.


Fonte Rural BR

A comercialização da safra de café do Brasil 2017/18 chegou a 71% até o dia 17 de janeiro. O dado faz parte de levantamento da consultoria Safras & Mercado. No último mês, a comercialização avançou em cinco pontos percentuais.

As vendas estão atrasadas em relação ao ano passado, quando 78% da safra 2016/2017 estava comercializada até então. No entanto, a comercialização está à frente da média dos últimos 5 anos, que é de 70% para esta época.

Com isso, já foram comercializadas 35,71 milhões de sacas, tomando-se por base a estimativa da Safras, de uma safra 2017/2018 de café brasileira de 50,45 milhões de sacas.

Segundo o consultor Gil Barabach, a comercialização da safra de café não evoluiu muito no último mês porque o produtor seguiu em postura defensiva.  "Os baixos preços acabaram afastando os vendedores, e a nova queda agora em janeiro o frustrou ainda mais, já que estavam apostando na virada do ano para uma mudança no comportamento do mercado", disse Barabach.

De acordo com ele, o fato é que o cenário global, de abastecimento tranquilo para o comprador, impede uma reação nas cotações internacionais do café, e no cenário doméstico também. “Alguns produtores, mais curtos de caixa, já começaram a mudar a atitude, voltando a sondar o mercado a procura de alguma oportunidade. Mas no geral, os negócios seguem lentos", completou o analista.


Fonte Rural BR

A colheita do milho no Rio Grande do Sul atingiu 14% do total de sua área. De acordo com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), as produtividades das lavouras têm se mantido dentro do previsto e com colheitas satisfatórias. Esses resultados não são uma surpresa, uma vez que essas lavouras completaram seu ciclo sem maiores problemas.

A atenção está voltada agora para o restante das lavouras em floração e enchimento de grãos, que perfazem 50% do total semeado nesta safra. Em parte destas lavouras há indícios de que as plantas já começam a sentir, de forma mais incisiva, os efeitos da deficiência hídrica provocada pela falta de chuvas mais abundantes e regulares.

Ao contrário de anos anteriores, dezembro registrou chuva abaixo do esperado em algumas zonas produtoras, atingindo lavouras em plena floração e formação da espiga, dependendo da região. O efeito dessa situação é refletido em espigas mal formadas e grãos menores, com pouco peso. São justamente essas lavouras que deverão amadurecer e ser colhidas daqui para diante.

Caso as condições meteorológicas adversas persistam, é provável que o estado não consiga repetir os excelentes índices obtidos nos últimos anos.

SojaAs chuvas ocorridas na última semana trouxeram um pequeno alento aos produtores gaúchos de soja, pelo menos onde ocorreram de fato, pois em muitos municípios choveu muito pouco ou mesmo nada.

Nas cultivares com período maior de crescimento até a floração, espera-se uma retomada na evolução das plantas até a plena floração, com as plantas entrando nesse estágio com maior área foliar e porte mais adequado.

Essa perspectiva ainda é possível para 60% das lavouras que se encontram em desenvolvimento vegetativo, mas ainda assim, dependerá da sequência de chuvas nos próximos dias ou semanas.

Todavia, para aquelas que se encontram em adiantado estágio de floração (30%) e em formação dos grãos (10%), as preocupações são muito grandes pelo pequeno porte das plantas, principalmente em cultivares muito precoces, o que poderá comprometer bastante a produtividade final.

ArrozO desenvolvimento vegetativo das lavouras de arroz do Rio Grande do Sul tem melhorado nos últimos dias. A melhora é favorecida pelas condições climáticas do período, com temperatura alta e bastante luminosidade.

Há um grande desestímulo com a atividade em virtude da queda constante do preço da saca de arroz, que tem se mantido pouco acima do custo de produção, conforme apontam os institutos de pesquisa e as empresas do setor arrozeiro.

Na outra ponta, os insumos para a lavoura arrozeira não acompanharam essa queda no preço nos últimos meses, mantendo-se com preços estáveis e com viés de pequena alta em determinados produtos.

Em relação aos preços das semanas anteriores, nota-se uma manutenção dos valores das principais variedades comercializadas. Dessa forma, a perspectiva do mercado local é a estabilização do preço médio da saca de arroz para as próximas semanas.

No momento, os produtores seguem com os tratos culturais imediatamente subsequentes à semeadura, assim como os relativos à fase de desenvolvimento vegetativo, controle de invasoras e pragas, aplicação de fertilizantes em cobertura e irrigação.

A estiagem que tem afetado o desenvolvimento de outras culturas, principalmente as de sequeiro, não preocupa os orizicultores no momento. O bom acúmulo de água nas barragens e reservatórios, assim como a vazão da maioria dos rios têm dado segurança no quesito irrigação neste momento em que as lavouras entram em fase reprodutiva com mais intensidade.


Fonte Rural BR
Quinta, 18 Janeiro 2018 09:54

Chuva alivia situação de lavouras no RS

As chuvas que caíram nesta quarta, dia 17, aliviaram um pouco parte as lavouras de soja na zona de atuação da Cooperativa Agropecuária Júlio de Castilhos (Cotrijuc), em Júlio de Castilho (RS), de acordo com o engenheiro agrônomo da assessoria agrícola da cooperativa, Felipe Mello. Antes disso, as últimas precipitações na região haviam caído na virada do ano, e a estiagem, acompanhada do sol forte, provocava uma baixa umidade do solo. Esses fatores levaram a entidade a projetar queda de 10% na produção.

Mello conta que cerca de 20% do território observado pela cooperativa, na metade sul, ainda está em estado crítico. Ele ressalta também que a projeção de queda pode se limitar a locais específicos e que o índice pode variar.

Apesar das adversidades, as lavouras estão bem desenvolvidas, em sua maioria, na fase reprodutiva. A ocorrência de pragas e doenças é baixa e não preocupa os produtores. A colheita, em grande escala, está prevista para começar no final do mês de março.


Fonte Rural BR