O governo divulgou nesta sexta-feira, dia 20, no Diário Oficial da União (DOU), Resolução número 2 do Conselho Interministerial de Estoques Públicos de Alimentos (Ciep), na qual ficam aprovadas as propostas dos representantes da Câmara Técnica do Ciep que, em reunião virtual ocorrida em 2 de março de 2018, deliberaram sobre a aquisição de até 70 mil toneladas de arroz em casca da safra 2017/2018, em operação de Aquisição do Governo Federal (AGF); e venda de até 1 milhão de toneladas de milho em grãos, para o atendimento aos criadores, por intermédio de leilões públicos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

No caso do milho, a medida atende à demanda dos criadores de animais em todo o país, uma vez que os preços do cereal no mercado estão iguais ou superiores ao preço de liberação de estoque, definido pelo governo em R$ 19,95 a saca de 60 kg em Mato Grosso. A comercialização do produto será feita por meio de leilões públicos realizados pela Conab. Poderão participar criadores de aves, suínos, bovinos, ovinos e caprinos cadastrados no Sistema de Cadastro Nacional do Produtor Rural (Sican) e representados por bolsas de mercadorias. O leilão deverá ocorrer na próxima sexta-feira, dia 27. A resolução também autoriza a aquisição de até 70 mil toneladas de arroz em casca. Para isso serão destinados cerca de R$ 50 milhões para a compra do produto em todo o país. As operações serão realizadas pelas superintendências regionais da Conab, por meio do mecanismo de Aquisições do Governo Federal (AGF), previsto na Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM). De acordo com a Conab, a medida se torna se necessária uma vez que há uma pressão de oferta, ocasionada pelo início da colheita, mantendo o valor de comercialização do produto abaixo do preço mínimo estabelecido pelo governo. Como resultado dessas operações, esperam-se um enxugamento do mercado e uma mudança das expectativas de queda de preço no setor. Para realização da venda do produto o produtor estar cadastrado. Além disso, o produto deve ser classificado e depositado em uma das unidades armazenadoras da Conab ou em armazéns credenciados pelo órgão. O grão deve ser adquirido pelo preço mínimo de R$ 36,01 a saca de 60 kg, podendo variar de acordo com sua classificação em função dos ágios e deságios previstos no Manual de Operações da Conab.


Fonte Rural BR

Produtores do Paraná estão em alerta por falta de chuva em áreas de cultivo de milho segunda safra, informou a consultoria AgRural, em levantamento semanal. "O tempo mais seco registrado em abril e a previsão de pouca chuva para as próximas duas semanas mantêm os produtores de milho segunda safra em alerta no sul de Mato Grosso do Sul, sul de São Paulo e especialmente no Paraná", disse a consultoria. 

Segundo a AgRural, a situação do oeste paranaense é a que mais inspira cuidado. Com 40% do milho em fase reprodutiva, a região recebeu poucas chuvas nos últimos 20 dias e não tem volumes expressivos previstos para o restante do mês, conforme a consultoria. Em Minas Gerais, Goiás e norte de São Paulo, pancadas de chuva têm favorecido o desenvolvimento da safra, informou a AgRural. Em Mato Grosso, o milho segue se desenvolvendo bem e deve registrar boas produtividades nas áreas mais adiantadas do oeste e norte, onde a colheita começa em meados de maio. Mas as lavouras do sul e leste do estado, plantadas mais tarde, ainda precisam de chuva nos últimos dias de abril e ao longo do mês de maio, segundo a consultoria.


Fonte Rural BR

Os trabalhos de colheita das lavouras de arroz se intensificaram nos últimos dias, principalmente na região da fronteira oeste, segundo a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Sul (Emater-RS). Em Maçambara, Manoel Viana, Itaqui, Itacurubi, São Borja e Uruguaiana a colheita se aproxima da finalização, ultrapassando os 90% da área.

A qualidade dos grãos colhidos é considerada boa, sem maiores defeitos ou impurezas, e a produtividade média para esta região gira ao redor dos 8 mil quilos por hectare.

Já em Dom Pedrito, na região da campanha, a safra 2017/2018 deverá contabilizar redução na produtividade se comparada à safra passada. Dificuldades no estabelecimento das lavouras e mesmo durante o ciclo, como altas taxas de evapotranspiração e algumas ocorrências de granizo, devem reduzir o potencial produtivo de algumas lavouras do município.

Em termos gerais, os trabalhos também se encaminham para o final no estado, restando apenas 25% da área a ser colhida (cerca de 260 mil hectares). Caso se confirme os prognósticos da meteorologia para os próximos dias com pouca chuva, essa área deverá ser concluída rapidamente. O preço médio pago ao produtor pela saca de 50 quilos durante a semana foi de R$ 34,57.


Fonte Rural BR

A colheita de milho verão no Rio Grande do Sul avançou pouco na última semana, com agricultores priorizando a soja. Segundo a Emater, a área alcança 90% do total. Já a retirada da soja atinge 65% da lavoura total. Os preços dos grãos estão firmes no estado. A saca de milho é negociada a R$ 34,31 em média. "Produtores que têm estrutura de armazenagem na propriedade valorizam ainda mais o produto, com preços superiores a R$ 38 a saca", diz a Emater. A soja é vendida dentro de um intervalo de R$ 74 a R$ 81 por saca. 

Nos últimos dias também se intensificou a colheita do arroz, segundo a Emater, com 75% da área. Em Maçambara, Manoel Viana, Itaqui, Itacurubi, São Borja e Uruguaiana a colheita se aproxima do final, ultrapassando os 90%. O preço médio pago ao produtor é de R$ 34,57/saca. 


Fonte Rural BR

A moagem de cana-de-açúcar do Brasil deverá totalizar 628 milhões de toneladas na temporada 2018/2019, com queda de 11 milhões de toneladas frente à safra anterior, aponta o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).A produção de açúcar bruto está estimada em 34,2 milhões de toneladas, com um recuo de 4,7 milhões de toneladas se comparada com o ano anterior. A região Centro-Sul deverá produzir 31,7 milhões de toneladas, com recuo de 13% na comparação com a temporada passada.Nas regiões Norte e Nordeste, a expectativa é de produção estável, em torno de 2,5 milhões de toneladas de açúcar bruto. O USDA projeta ainda a produção de 29 bilhões de litros de etanol, com aumento de 1,1 bilhão.  As exportações brasileiras totais de açúcar deverão apresentar queda consistente. Segundo a entidade, as vendas brasileiras ao exterior deverão recuar de 28,2 milhões para 23,6 milhões de toneladas entre as temporadas 2017/2018 para 2018/2019.


Fonte Rural BR

O primeiro leilão de venda de estoques públicos de milho do governo federal, a ser realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), deverá ofertar entre 200 e 300 mil toneladas, segundo fonte ligada à secretaria de política agrícola do Ministério da Agricultura.

A expectativa é de que a portaria autorizando a realização dos leilões, para posterior divulgação dos avisos pela Conab, possa ser publicada no Diário Oficial da União (DOU) nos próximos dias. "Talvez a publicação possa ocorrer até nesta sexta-feira", disse.

Segundo a fonte o milho a ser ofertado pelo governo estará disponível a produtores de todo o país, desde que estejam enquadrados dentro das normas a serem estabelecidas para participação nos leilões.

A decisão do governo na realização dos leilões, ofertando até um milhão de toneladas de estoques públicos, visa diminuir a pressão de custos enfrentada pelos setores de proteína animal com a alta registrada nos preços do cereal desde o início do ano.


Fonte Rural BR

O leilão de Prêmio de Escoamento de Produto (PEP) para arroz, realizado nesta quinta-feira, dia 19, registrou demanda para 83% da oferta de 90 mil toneladas, ou  74,5 mil toneladas. O produto está armazenado em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul.

O prêmio saiu pelo preço de abertura, que era de R$ 3/saca no RS e de R$ 1,48/saca em SC. Já o leilão de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro) teve demanda para 15,6% do total, ou 2,650 mil t das 17 mil t ofertadas. O prêmio também saiu pelo valor de abertura.


Fonte Rural BR

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realiza nesta quinta-feira, a partir das 10h, dois novos leilões de arroz. O leilão de Prêmio para Escoamento de Produto (PEP), aviso 50, oferta 90 mil toneladas da safra 2017/18, sendo 75 mil toneladas para o Rio Grande do Sul e 15 mil para Santa Catarina. Já o leilão de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro), aviso 51, oferta 17 mil toneladas, sendo 15 mil para o Rio Grande do Sul e 2 mil para Santa Catarina.

Para participar do leilão de Pepro, agricultores e cooperativas precisam estar inscritos no Sistema de Cadastro Nacional de Produtores Rurais (Sican). No caso do PEP, a compra do produto pela indústria ou comerciantes de cereais deve ser realizada por produtores que também tenham registro no sistema.

Mercado

Com produtores pouco presentes no mercado spot e a demanda aquecida, seja para atender aos segmentos atacadista e varejista dos grandes centros ou aos novos contratos de exportação, alguns lotes foram efetivados a valores maiores no Rio Grande do Sul.

Para repor estoques, beneficiadoras buscaram lotes de arroz depositado em seus armazéns ou “livre” (armazenado nas propriedades rurais) no spot e até mesmo referentes ao arroz leiloado nos leilões de Pep e Pepro.

Nesse cenário, o Indicador Esalq/Senar-RS, 58% grãos inteiros subiu 1% de 10 a 17 de abril, fechando a R$ 35,94/sc de 50 kg no dia 17. Na parcial de abril, a elevação é de 2,36%.


Fonte Rural BR

O trabalho de promoção do café especial brasileiro no exterior em março poderá proporcionar receita de US$ 13,4 milhões em negócios, dos quais US$ 4,04 milhões já concretizados em eventos em Cingapura, Austrália e China. A avaliação é dos representantes do projeto setorial "Brazil. The Coffee Nation", realizado em parceria por Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) e Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). Na Austrália, de 22 a 24 de março, nove empresas brasileiras participaram da Melbourne International Coffee Expo - Mice 2018. Esta ação rendeu US$ 2,57 milhões em negócios imediatos e a expectativa para a concretização de mais US$ 5,74 milhões ao longo dos próximos 12 meses, segundo a BSCA. Na China, o projeto conduziu a participação de dez empresas nacionais na Hotelex Shanghai Expo Finefoods, maior feira do setor de hotelaria e food service do país. A movimentação financeira durante os dias 26 e 29 do mês passado totalizou US$ 1,47 milhão e abriu a possibilidade para a concretização de mais US$ 3,1 milhões em negócios até março de 2018. Ainda entre 22 e 24 de março, uma empresa brasileira marcou o início da participação do País na Café Asia 2018, em Cingapura. A exposição é voltada a pessoas que pretendem empreender nos setores de café e chá, reunindo profissionais de todas as etapas do processo, desde a produção até o consumo dos produtos. Nessa primeira participação, houve o prognóstico para a realização de US$ 500 mil em negócios durante os próximos 12 meses. Para a diretora da BSCA, Vanusia Nogueira, "apesar de ser um mercado ainda pequeno, Cingapura é um grande centro de distribuição e transferência de mercadorias para toda a Ásia. A ascensão financeira chinesa nas últimas décadas tornou o país muito atrativo e os profissionais de lá têm real e crescente interesse pelos cafés especiais brasileiros".  Em comunicado, Vanusia Nogueira acrescentou que, na Austrália, os prognósticos permanecem favoráveis "e o Brasil já colhe os frutos deste esforço de promoção empreendido, com a melhoria na imagem dos cafés brasileiros e o aumento do número de exportadores e nos volumes negociados", disse.


Fonte Rural BR

A Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana), órgão que representa 30% da produção canavieira nacional, elevou o tom de insatisfação com a significativa diferença de preços entre o etanol vendido ao consumidor final e aquele que sai das usinas. Como solução, a entidade defende a venda direta do produto pelas indústrias para os postos de combustíveis.

O anúncio acontece após a Agência Nacional do Petróleo (ANP) divulgar dados sobre preços do produto ao consumidor final. Segundo o órgão, o valor do etanol hidratado nos postos paulistas recuou apenas 0,9%, contra uma queda de 21% nas indústrias do combustível no estado, nas últimas três semanas.

Segundo a entidade, o etanol hidratado tem saindo das usinas por R$ 1,522, conforme dados da Datagro, o que representa uma quebra superior a 20% nas últimas três semanas. Mas o valor nos postos continuam quase o mesmo do início do período analisado, sendo vendido agora por R$ 2,848, representando um recuo de menos de 1%.

"Estamos falando numa queda significativa para usinas, a qual está atrelada a maior oferta do etanol diante da antecipação da moagem da cana no estado, mas não está sendo repassada para o consumidor final. Portanto, diante dessa anomalia localizada entre as distribuidoras e os postos de combustíveis, talvez até com prática de cartéis, não faz sentido o governo federal proibir as indústrias de comercializarem direto aos postos para ampliar a transparência do processo e baixar respectivamente os preços para o consumidor na ponta", defende  o presidente da Feplana, Alexandre Andrade Lima.

O dirigente lembra ainda que em grande parte do mundo a comercialização já é realizada desta maneira.


Fonte Rural BR