A comercialização da segunda safra de milho de 2017 no Brasil atinge 61% da produção prevista de 68,719 milhões de toneladas, segundo levantamento da consultoria Safras & Mercado. Em novembro do ano passado, os negócios estavam mais avançados, atingindo 83,3%.

Goiás (incluindo o Distrito Federal) é o estado mais adiantado, com 67% da produção projetada já comercializada. No Paraná, o índice é de 56%.

Acompanhe na tabela abaixo o andamento da comercialização da segunda safra de milho nos principais estados produtores e a comparação com o mesmo período do ano passado.

Milho: comercialização da segunda safra 2017


Fonte Rural BR

Após o início tardio dos trabalhos de campo, o plantio segue em ritmo acelerado no Brasil e na Argentina, favorecido pelas condições climáticas.

Apesar disso, segundo pesquisadores do Cepea, os compradores se retraíram nas negociações, pois aguardam novas definições de área e desenvolvimento das lavouras. Com isso, as cotações recuaram no Brasil e nos Estados Unidos.

No mercado interno, porém, a queda foi limitada pela valorização do dólar frente ao real e por preocupações quanto à possível ocorrência do fenômeno La Niña, que pode resultar em baixas precipitações no início de 2018, período crítico de desenvolvimento do grão no Brasil.


Fonte Rural BR
Domingo, 19 Novembro 2017 20:15

Equipe mostra como socorrer quem cai em silo

Um vídeo publicado por uma equipe de socorrista da cidade de Independence, no estado americano de Iowa, foi visualizado por 2,7 milhões de pessoas na última semana. Nele, a equipe de resgate mostra como salvar uma pessoa que caiu em um silo de grãos, um tipo de acidente que mata dezenas de pessoas todos os anos e já foi relatado aqui no Canal Rural.

Na filmagem, os profissionais orientam a “vítima”, que precisa ficar na superfície e não se mexer para não afundar no silo. Após colocar um apoio flutuador, eles utilizam um isolamento de metal para remover os grãos com a ajuda da vítima. Confira o procedimento:

Em sua página oficial no Facebook, os bombeiros relataram que diversos moradores locais os agradeceram pela filmagem. “Eles nos agradeceram por mostrar como fazemos o nosso trabalho. Vários haviam perdido alguém conhecido em um acidente parecido. Esperamos poder ajudar a explicar a forma correta de como lidar com esse tipo de ocorrência”, comentou o órgão.


Fonte Rural BR

Um produtor de Santa Cruz do Rio Pardo, no interior de São Paulo, enxergou em uma dificuldade do seu cotidiano uma oportunidade para desenvolver um produto inédito e que pode mudar a vida de produtores rurais. Luiz Ataíde Scatamburlo percebeu, em 2011, que o processo de recolhimento e carregamento dos fardos de feno era o grande gargalo da sua produção e foi assim que nasceu a ideia de produzir uma recolhedora de fardos de feno.

O feno é muito utilizado em todo o País, principalmente em períodos secos ou no inverno, quando a pastagem não fornece alimentação farta e de qualidade. Para manter a produtividade, os pecuaristas e criadores utilizam então a forragem tanto para gado leiteiro quanto de corte.

Na fazenda de Luiz, funcionários reclamavam constantemente da dificuldade ao carregar os fardos no caminhão devido à altura. Isso porque o método utilizado até hoje para carregamento nas fazendas produtoras de feno no Brasil é por meio do garfo forca, onde o funcionário espeta o garfo no fardo e o arremessa para cima do caminhão.

“Tínhamos uma dificuldade grande em recolher os fardos e as máquinas que existem hoje à disposição no mercado são muito caras e inviabilizam a produção, pois não são acessíveis ao pequeno e médio produtor. Foi quando resolvi desenvolver um equipamento que solucionasse este problema”, diz Scatamburlo.

A recolhedora de fardos de feno é composta por uma esteira vertical que acompanha a altura do caminhão. Formado por correntes reforçadas, o equipamento faz o recolhimento do fardo de forma automática e carrega o produto até a carroceria do veículo. A tecnologia tem sido testada exaustivamente nos últimos seis anos e tem demonstrado grande eficiência. De acordo com o criador da ferramenta, o produto tem várias vantagens. “Não compacta o solo e ainda proporciona maior agilidade no trabalho, pois os produtos ficam menos tempo expostos a chuva, sem desgastar a equipe da fazenda, proporcionando mais segurança e conforto” afirma.

Mas, quando o assunto é economia a recolhedora de fardos mostra-se ainda eficiente, pois otimiza a mão de obra e o tempo de carregamento no caminhão. “Hoje, economizo metade do tempo para carregar, em menos de uma hora com este equipamento, carregamos uma carreta utilizando apenas três funcionários, antigamente era necessário no mínimo seis pessoas para fazer o mesmo serviço. É um equipamento que rapidamente se paga e, por isso, chegou a hora de colocar essa tecnologia a disposição de todos os produtores”, diz Scatamburlo.

As ideias de Scatamburlo não param por aí, além da recolhedora de fardos de feno, ele desenvolveu também e já entrou com pedido de patente para a Enfileiradeira de fardo, um equipamento criado para complementar e dar ainda mais agilidade e economia. “A Enfileiradeira organiza os fardos para na sequência a Recolhedora fazer o carregamento dos fardos. Juntos, os equipamentos proporcionam uma redução de mão de obra ainda maior. Com apenas uma pessoa a máquina faz a fileira de fenos para a esteira recolher”, afirma.

Agora, para tornar as tecnologias acessíveis aos produtores do Brasil inteiro, o produtor busca parceria com indústrias e fabricantes de máquinas do setor para produzir os equipamentos em larga escala. “Nossas soluções já comprovaram que podem gerar grandes benefícios aos produtores de feno num valor acessível. De acordo com nossos estudos, seria possível produzir esse equipamento a um custo que se encaixaria em financiamentos do governo, como por exemplo, o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf)”, finalizou.


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Sábado, 18 Novembro 2017 08:49

Plantio da soja reverte atraso e atinge 73%

O plantio da safra 2017/18 de soja do Brasil avançou 16 pontos porcentuais em uma semana e atingiu 73% da área prevista até quinta-feira (16), igual patamar de um ano atrás e ante 68% na média de cinco anos, apontou a consultoria AgRural, em levantamento divulgado nesta sexta-feira, 17. O avanço semanal foi o maior desta safra, eliminando o atraso em relação ao ano passado e colocando a semeadura à frente da média de cinco anos. "Boas condições de umidade em todo o Brasil permitiram um rápido avanço do plantio de soja nesta semana", disse a AgRural.

Entre os principais Estados, Mato Grosso do Sul tem 98% da área já semeada, segundo a consultoria. Em seguida, estão Rondônia (95%), Mato Grosso (90%) e Paraná (88%). Em Goiás e Minas Gerais, o aumento da umidade levou a um salto semanal de 26 pontos no plantio, para 79% e 51%, respectivamente, conforme a AgRural. O plantio atingiu 53% da área no Rio Grande do Sul, 71% em Santa Catarina, 40% na Bahia, 35% no Maranhão, 28% em Tocantins e 16% no Piauí, todos os Estados à frente do ano passado e da média de cinco anos, de acordo com a consultoria.

Milho

O plantio da safra de verão de milho 2017/18 atingiu 63% da área prevista no Centro-Sul do Brasil, apontou a consultoria AgRural nesta sexta-feira, 17. Ainda há atraso, porém, na comparação com os 79% do ano passado e os 65% da média de cinco anos.

O avanço semanal foi puxado principalmente por Goiás, onde a umidade aumentou na porção leste do Estado, e o plantio saltou de 2% para 40% da área em uma semana. Os trabalhos de campo, contudo, seguem lentos em Minas Gerais, onde apenas 9% da área está plantada. "Focados na soja, os mineiros estão deixando para plantar o milho um pouco mais tarde", disse a AgRural.

No Sul do Brasil, que planta antes e já encerrou a semeadura, a safra se desenvolve bem e a expectativa é de boas produtividades, embora não tão altas como as do ano passado, conforme a consultoria. No Rio Grande do Sul, parte das lavouras já está em formação de grãos.


Fonte Rural BR

O plantio da safra de soja 2017/2018 de Mato Grosso chegou a 90,73%, conforme o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), com número obtido até 17 de novembro. 

Na semana anterior, o percentual era de 79,7%. No mesmo período do ano passado, o índice era de 95,5%. O Imea projeta uma área de plantio de 9,424 milhões de hectares para o estado.


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Com a evolução da colheita nos Estados Unidos, o mercado se volta agora para as condições climáticas na América do Sul. No Brasil, a volta das chuvas tem ajudado os produtores rurais com o plantio da safra de soja no Centro-Oeste.

Para a Argentina, o clima ainda seco diverge as opiniões dos analistas sobre o fator climático. No entanto, a consultoria Safras & Mercado indica que boas chuvas são esperadas para a virada do mês.

No longo prazo, a Somar Meteorologia alerta para possíveis prejuízos nas lavouras no verão argentino. "Como estamos sob a influência do fenômeno La Niña, pode ser que o país tenha algumas falhas na chuva no período de desenvolvimento da safra", explica a meteorologista Desirée Brandt.

Semeadura

O plantio da soja da Argentina na safra 2017/2018 atingiu 23,8% da área. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira, dia 16, pela Bolsa de Cereais de Buenos Aires.

Segundo a entidade, os trabalhos avançaram 11,8 pontos percentuais desde a semana passada, mas estão 0,4 pontos percentuais atrasados ante a safra anterior. A área plantada neste ciclo deve ser de 18,1 milhões de hectares, representando recuo de 5,7% ante a safra anterior.

Já o plantio de milho no país atingiu 35,4% da área. Os trabalhos de campo avançaram 0,4 ponto percentual desde a semana passada. A área plantada deverá totalizar 5,4 milhões de hectares, acima dos 5,1 milhões de hectares para a temporada anterior.


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A consultoria Safras & Mercado reduziu sua projeção de safra de café na safra 2017/2018 para 50,45 milhões de sacas. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira, dia 16, e indicam uma queda de 10% em relação ao ciclo anterior, que foi de 55,75 milhões de sacas.

Segundo o consultor da empresa, Gil Barabach, a safra brasileira 2017/18 é menor do que a esperada inicialmente. "Os problemas de granação resultaram em uma peneira mais miúda, que levou a uma quebra de renda. O sul e o cerrado de Minas Gerais e a mogiana em São Paulo foram as regiões mais afetadas", explicou. No Sul de Minas Gerais, enquanto o percentual normal de peneira graúda gira em torno de 30% do lote, nesse ano ficou entre 20% a 25%.

Para o café arábica a consultoria revisou para baixo a safra, passando de 39,60 milhões para 38,80 milhões de sacas. A queda do arábica, no entanto, foi compensada pela revisão positiva do conilon, de 11,50 milhões para 11,65 milhões de sacas.   

Barabach observa que a queda de 10% da safra em relação à temporada passada reforça o sinal de aperto na oferta e projeta estoques muito baixos ao final da temporada, o que tende a suavizar as investidas de baixa nas cotações internacionais.

Comercialização

As vendas de café na safra 2017/18 chegaram a 60% até o dia 14 de novembro. A comercialização está atrasada em relação ao ano passado, quando 68% das lavouras já estavam vendidas. Apesar disso, os negócios estão acima da média dos últimos 5 anos, que é de 58%.

Com isso, já foram comercializadas 30,03 milhões de sacas, tomando-se por base a estimativa de produção da Safras & Mercado. "Alguns operadores ainda se surpreendem com a capacidade do produtor em segurar o café. Ao que tudo indica, os produtores estão mais capitalizados do que se esperava", observou Barabach.

Segundo o consultor, os cafeicultores aproveitaram a alta do dólar para fechar negócios, mas em menores volumes. “A grande maioria prefere segurar os cafés melhores, apostando no potencial de alta de uma safra aquém do esperado. E em paralelo vem dosando o fluxo de venda dos cafés mais fracos de bebida, ainda bastante valorizados diante da agressividade da demanda interna", afirma.

A expectativa é que essa “queda de braço” continue ainda mais acirrada com o andamento da entressafra.


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O mercado tem reagido em altas e baixas nestes últimos dias, após o relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) da última semana.

Movimentos impulsionados por momentos técnicos deixam a Bolsa de Chicago (CBOT) sem uma tendência clara, no curto prazo. A expectativa a partir de agora é que o mercado se mantenha desta forma até que algum fator climático na América do Sul comece a preocupar. Este fator poderá ser as incertezas com as chuvas na Argentina nas próximas semanas, entretanto ainda é cedo para qualquer afirmação conclusiva.

Uma das principais operadoras de commodities agrícolas da China, a Cofco, em uma conferência de comércio no sul chinês, anunciou que o país deverá importar 100 milhões de toneladas de soja mundial no ano comercial 2017/2018.

O aumento de 3 milhões de toneladas em relação as atuais estimativas do USDA, de 97 milhões de toneladas, coloca um parâmetro positivo para a tendência de longo prazo nos preços da soja.

Enquanto isso, segundo a consultoria AgResource, o plantio da soja no Brasil atinge 68,7% nesta semana, contra 72% no mesmo período do ano passado.


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