14 Fevereiro 2020

Preços em alta e mercado internacional marcam a Abertura Oficial do Arroz

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A 30ª edição da Abertura Oficial da Colheita do Arroz aconteceu nesta sexta-feira, 14, em Capão do Leão (RS). A colheita, que reuniu produtores rurais e entidades do setor, é considerada a maior de grãos do país.

De acordo com a , o setor movimenta 4,7% do Produto Interno Bruto (PIB) do estado, sendo que 140 municípios dependem da cultura. Além disso, o arroz gera um emprego a cada 50 hectares de cultivo e rende cerca de R$ 6 bilhões em Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

O governador do estado do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, que marcou presença na solenidade, salientou a importância do evento. “Estar aqui é importante para demonstrar respeito a todos aqueles que estão dispostos a enfrentar chuva, sol e seca todos os anos nas lavouras desse estado que é referencia na produção desse país”, afirmou.

O evento desta sexta foi marcado principalmente pela comemoração do bom preço do arroz, pelo trabalho do setor pelo posicionamento no mercado internacional e também a busca pela queda nos custos de produção. De acordo com o coordenador regional do André Matos, é preciso inovar ainda mais para alcançar bons resultados nas lavouras. “O Irga é comprometido diariamente em desenvolver tecnologias para aqueles que produzem arroz, mas só isso não é suficiente para manter os padrões de sustentabilidade”, afirma ele.

“Estamos focando e instruindo agora, que produtores comecem a trabalhar com culturas integradas como e milho. Precisamos inovar para ter bons resultados. O Irga desenvolve tecnologias em arroz, mas isso não é o suficiente para manter a sustentabilidade. Estamos focando agora em uso de culturas integradas como soja, e milho. Hoje, cerca de 65% dos produtores de arroz no Rio Grande do Sul também produzem soja”, disse o coordenador do instituto.

Gedeão Pereira, presidente da , fez um balanço positivo da safra durante a abertura. “Eu nunca tinha visto tanto ânimo nos rostos desses produtores durante a abertura da colheita. E isso é impactante porque as expectativas estão melhorando, os preços também. Não podemos esquecer o empenho de cada um em buscar mais espaço no mercado internacional, melhorar o posicionamento nas exportações e aumento na competitividade”, afirmou.

Segundo Alexandre Velho, presidente da Federarroz, o ciclo atual de preços elevados do arroz estão ligados diretamente a falta do produto no mercado nacional. “Estamos com preços elevados em patamares históricos, é um momento de otimismo, mas é bom salientar que é preciso ter um bom controle nos negócios, estar de olho em sempre melhorar o sistema de produção nas lavouras”, explicou ele.

“É bom salientar também por que os preços estão em alta: porque não existe arroz no mercado, a maior parte dos produtores já fecharam as vendas das sacas do cereal. Além disso, uma pressão está se formando no mercado interno por conta da redução das áreas de plantio”, disse.

Apesar do clima de festividade, o deputado federal e presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), Alceu Moreira, enfatizou que bons preços não resolvem todos os problemas dos arrozeiros. “Há muito tempo estamos participando da colheita do arroz e os problemas são sempre os mesmos. Esse ano, em especial, estamos com preços melhores para quem produz. Mas isso não é o suficiente, precisamos melhorar a renda de quem planta, precisamos buscar mercado internacional e se destacar nesse patamar. A meta é que até o final de 2020, tenhamos exportado cerca de dois milhões de toneladas de arroz”, disse.

“Cada vez mais o produtor precisa colher mais com um custo menor, mas com a qualidade maior. E quem questiona os quase 30% nos custos que o produtor tem? Isso impossibilita a competitividade”, disse o presidente da FPA.


Fonte Canal Rural

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