31 Julho 2020

Perus: Síndrome do Coração Redondo não tem cura, mas pode ser evitada

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Na região de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, é comum encontrar criadores de perus. O clima por lá é mais frio, mas, nos galpões, a temperatura é sempre controlada para que as aves se sintam à vontade e se desenvolvam bem. Se o manejo da ambiência não for realizado corretamente, os perus sofrem as consequência e podem apresentar sérios problemas de saúde, como a síndrome do coração redondo. 

Uma das possíveis causas da doença é a redução de oxigênio na incubação dos ovos ou durante o transporte das aves do incubatório para as propriedades, portanto, não pode haver falhas no processo. Os equipamentos no incubatório devem ser verificados a cada hora, e cada carga que sai do incubatório em direção ao alojador deve passar por checklist. Aves de 1 a 4 semanas são as mais susceptíveis, e os sintomas são observados principalmente em perus jovens. A maioria das mortes é durante o período inicial, mas a estratificação do ar em instalações mal ventiladas e sem ventiladores de circulação também pode contribuir para danos ao coração, e aí a doença pode se manifestar  mais tarde. 

A ave afetada nas primeiras 4 semanas de vida tem um coração aumentado devido à dilatação de ambos os ventrículos, além de pulmões congestionados e fígado inchado. A proporção entre o peso do coração e o peso corporal aumenta durante o período de crescimento. “Notamos um aumento muito grande dos ventrículos devido à insuficiência respiratória em função do manejo de ambiência. O coração vai crescendo proporcionalmente ao tamanho do corpo, ficando grande e arredondado. Também observamos aves ofegantes e penas arrepiadas”, explica a zootecnista Allana Borella. A Síndrome do Coração Redondo dificulta o ganho de peso diário e reduz a taxa de crescimento. Nos perus que sobrevivem até a idade de mercado, os pesos corporais diminuem em média 1,4 quilos. 

Na maioria dos casos as aves com Síndrome do Coração Redondo já são encontradas mortas, mas o índice de mortalidade pela doença é baixo, fica entre 0,5 e 2% podendo chegar a 10%. É difícil estabelecer medidas para tratamento ou controle da doença, desde o incubatório. Para prevenção, é preciso investir em boas práticas de manejo, como adequado suprimento de oxigênio no incubatório e no transporte das aves, já que falhas no manejo da ambiência, como baixa renovação de ar nos aviários, estão relacionadas à Síndrome do Coração Redondo. 

O expansionista de perus Janiel Guzzo explica os procedimentos do manejo de ambiência: “Em uma granja de terminador de perus nosso modelo de construção é pressão positiva. É importante manter os controladores bem parametrizados para garantir as boas condições do lote, e um painel controlador faz toda a ambiência. O primeiro grupo faz a ventilação mínima, e nos grupos dois e três são dois ventiladores, sendo um para 65 metros quadrados. Também temos a nebulização automática, a iluminação e o aquecimento feito por meio da fornalha automática. O painel de cortina automática trabalha com sonda individual para fazer a ventilação, e há uma sonda de amônia para fazer a constante renovação de ar”, diz.


Fonte Canal Rural

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