07 Agosto 2020

Produção do milho segunda safra deve se aproximar de recorde de 73,5 mi de toneladas

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Apesar do atraso do início do plantio e a seca em alguns estados, a produção de milho segunda safra no Brasil deve chegar perto do recorde de 73,5 milhões de toneladas. Os bons preços do grão estimularam o aumento de quase 3% da área plantada, o que acabou compensando as perdas causadas pela estiagem na região Sul.

Entre os principais produtores de milho do país, o Paraná foi o estado mais afetado pelo clima. Além de uma veranico histórico com quase dois meses de duração, em algumas regiões, a lavoura ficou comprometida por conta de vendavais e temporais.

Os paranaenses colheram até agora apenas 40% da área plantada, metade do que haviam colhido neste mesmo período do ano passado. O presidente da Aprosoja Paraná, Márcio Bonesi,  calcula uma perda de produtividade de, no mínimo,  23%.

“Iniciamos com uma produção prevista de 12,3 milhões toneladas em todo o estado. Assim que começou a coheita na região noroeste do estado, a Aprosoja reviu esse número para 9,5 milhões e agora iniciamos a colheita na região norte do estado, onde também foi afetada pela ausência de chuva, e talvez vamos tenhamos que rever esses números para um pouco menos ainda”, disse.

O mais atrasado na colheita é o estado de Mato Grosso do Sul, com apenas 14% da área colhida. Para se ter uma ideia, no mesmo período do ano passado, a colheita estava em quase 70%.

Já Goiás colheu, até agora, 70% da área plantada, contra 90% do mesmo período em 2019. Em algumas regiões, o plantio também foi tardio por causa do atraso da colheita da soja. “Estamos colhendo entre 120 e 140 sacas de média nesses primeiros talhões onde o plantio se deu na época ideal. Sabemos que daqui prá frente entramos naquele milho plantado mais tardiamente, onde o potencial produtivo será afetado caindo para 80 ou 90 sacas por hectare”, disse Adriano Barzotto, presidente da Aprosoja Goiás.

Mesmo com a irregularidade das chuvas no Maranhão, o estado vai ter uma colheita recorde de milho segunda safra. A previsão é de 717 mil toneladas (717.990), alta de 11%, comparado à safra passada (646.209).

O Tocantins também deve ter colheita recorde, com quase 1,2 milhão de toneladas (1.195.82 ), 20% a mais em relação à safra anterior (992,76 ). O aumento de área plantada também aumentou quase 20% (19,2%).

O estado de Mato Grosso deve bater recorde este ano com um volume de quase 33 milhões de toneladas (32,86), o clima ajudou e também aumento de área plantada. Segundo o presidente do Sindicato Rural de Nova Mutum (MT), Emerson Zancanaro, a média deve chegar na casa das 110 sacas por hectare. “É um pouco abaixo da safra passada, porém o volume final vai ficar idêntico, porque houve um incremento de 10% na área semeada da segunda safra de milho”, disse.

Nesse período de colheita, normalmente o preço do milho cai pelo excesso de oferta, mas não foi isso que aconteceu em 2020. O grão segue valorizado por dois motivos, segundo os analistas: a demanda aquecida no mercado nacional e internacional e também porque os produtores estão capitalizados, por conta da boa rentabilidade conseguida com a soja.

“O produtor não tem pressa de vender, então ele pode estocar e não ofertar de uma vez todo esse volume no mercado, e isso vai ajudando a regular. Esse deve ser o cenário até o fial do ano”, avalia o analista da Safras & Mercado, Paulo Molinari.

 


Fonte Canal Rural

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