18 Setembro 2020

Mapa já registrou 4 casos de sementes clandestinas recebidas pelo Correio

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O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) confirmou que quatro pessoas já receberam sementes clandestinas pelo Correio sem consentimento. Os casos foram registrados no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Goiás e Mato Grosso do Sul.

O Canal Rural mostrou esta semana o , morador de Jaraguá do Sul (SC).  Na semana passada, ele recebeu uma encomenda comprada pela internet junto com um segundo pacote misterioso. Dentro, estavam as sementes não identificadas.

“Eu tinha lido que isso estava acontecendo nos Estados Unidos. Quando cheguei em casa, postei fotos no Instagram e marquei a Secretaria de Agricultura. Já no outro dia, a secretaria entrou em contato comigo, e uma pessoa da Cidasc [Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina] veio recolher para dar o destino certo. Eu sabia que não era para jogar fora, plantar ou queimar; era para entregar, então fiz isso”, diz.

Mas Zapella não foi o primeiro caso! A jornalista Carla Santos, de Porto Alegre (RS), conta que recebeu, ainda no ano passado, uma encomenda acompanhada de um pacotinho de sementes. “É como se fosse um brinde, que veio junto a uma compra realizada em um site da China. Não plantei, mas guardei as sementes. Agora vou encaminhá-las ao Mapa, conforme a orientação. Não tinha ideia de que isso pode representar risco fitossanitário ao país”, conta.

O material recebido pelo Ministério da Agricultura foi enviado ao Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA) de Goiânia (GO) para as análises técnicas. “Até o momento, ainda não é possível apontar os riscos envolvidos”, afirma a pasta.

Procurar o Ministério da Agricultura, como Gabriel e Carla fizeram, é a decisão mais acertada. A importação de vegetais não autorizados pelos órgãos competentes pode facilitar a entrada de pragas ou doenças que não existem ou estão erradicadas no país, além de causar prejuízos econômicos.

“O ministério, antes de autorizar a importação da semente de determinado país, realiza análise de risco de pragas para identificar quais pragas podem ser introduzidas por aquelas sementes. A partir disso, ficam estabelecidas medidas fitossanitárias a serem cumpridas no país de origem para minimizar o risco de introdução de novas pragas no Brasil por meio da importação desse material”, salienta o Mapa.

A pasta reitera que, caso a pessoa não tenha feito compra on-line ou não reconheça o remetente, não utilize as sementes e leve o pacote para uma das ou entre em contato por telefone relatando a situação.

Apesar de as embalagens estarem estampadas com caracteres chineses, a procedência dos pacotes não foi confirmada. A Embaixada da China no Brasil, inclusive, , o que indica falsificação.

Segundo nota, a checagem das informações do pacote teria sido feita pela China Post, empresa estatal que opera o serviço postal no país asiático. A análise da empresa mostrou que o layout da etiqueta, bem como as informações de endereço estavam inseridas de forma errada.

A embaixada afirma, ainda, que o China Post, segue todas as normas da União Postal Universal, que proíbe o transporte de sementes pelos correios.

Em julho, agricultores americanos relataram o vindas da China. “Neste momento, não temos informações suficientes para saber se isso é uma farsa, brincadeira, fraude ou ato de bioterrorismo agrícola”, declarou o comissário da Agricultura do estado do Kentucky, Ryan Quarles.

As autoridades dos Estados Unidos dizem que existe a possibilidade de vendedores chineses estarem usando dados e endereços de consumidores americanos que efetuam compras pela internet para fazer vendas falsas, e assim, aumentar a classificação positiva dos seus produtos em sites de compra e venda.

O Ministério de Agricultura de Portugal, também emitiu um alerta sobre os sérios riscos que estas embalagens com sementes, provenientes de países asiáticos, podem acarretar do ponto de vista da sanidade vegetal, pela possibilidade de veicularem pragas e doenças ou ainda pelo perigo de se tratarem de espécies nocivas ou invasoras.


Fonte Canal Rural

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