Minas pode colher uma safra de café até 43% menor este ano. É o que revela o 1º Levantamento da Safra 2021 de café, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta quinta-feira (21). Ainda segundo o estudo, o Sul de Minas deve amargar perdas entre 43 e 47%, em relação ao ano anterior.

O vice-presidente do Sistema FAEMG e presidente das Comissões de Cafeicultura da entidade e da CNA, Breno Mesquita, confirma que os números batem com a percepção do setor produtivo. “Já vínhamos alertando para este cenário desde o ano passado. Além da bienalidade negativa, tivemos graves problemas climáticos em 2020, que já nos sinalizavam uma perda preocupante para a safra atual. Os percentuais levantados pela Conab são bastante similares aos que temos recebido de feedback dos produtores e cooperativas”.

Minas Gerais responde por quase metade de toda a produção nacional, e deve alcançar entre 19,8 milhões e 22,1 milhões de sacas (redução de 42,8% em relação ao último ano). A perda mineira pode ser percentualmente maior do que a média de outros estados, pela predominância do café arábica, que sofre maior influência da bienalidade negativa. Mas as perdas apontadas pela Conab são igualmente preocupantes para todo o país: o documento estima uma produção nacional total - somados conilon e arábica -, entre 43,8 milhões e 49,5 milhões de sacas, indicando uma redução entre 30,5% e 21,4%, em comparação ao resultado apresentado na safra passada.

“É uma perda muito significativa e que nos preocupa muito, porque esses reflexos do clima provavelmente impactarão também a safra seguinte, de 2022. Precisaremos criar dispositivos para que o cafeicultor brasileiro tenha condições de ultrapassar esse momento. Desde o ano passado temos trabalhado nessa busca por recursos, linhas de crédito e instrumentos de renda para o produtor. Já conseguimos o aporte de 150 milhões para a recuperação de cafezais danificados, que estão disponíveis aos produtores e serão essenciais para dar fôlego à cafeicultura brasileira”. – conclui Breno Mesquita.

Nesta sexta-feira (22), as cotações para o frango registraram movimentações pontuais nas principais praças consultadas. Segundo as informações do Cepea, a procura doméstica por carne de frango está enfraquecida desde o fim de dezembro e as exportações da proteína também em ritmo lento nesta parcial de janeiro, o descompasso entre demanda e oferta tem aumentado no setor avícola nacional, elevando estoques e pressionando ainda mais as cotações da carne.

“Assim, apesar de seguir competitiva frente às principais proteínas concorrentes, suína e bovina, colaboradores do Cepea apontam que a comercialização de carne de frango continua abaixo do esperado. No mercado de cortes e miúdos do atacado da Grande São Paulo (SP), a asa é o produto que apresenta a desvalorização mais significativa neste mês”, informou o Cepea. 

De acordo com o levantamento do Cepea/Esalq realizado na última quinta-feira (21), o preço do frango congelado está estável e está cotado a R$ 6,04/kg. No caso do frango resfriado está precificado a R$ 6,16/kg.

A Scot Consultoria informou que em São Paulo o frango na granja está cotado a R$ 4,30/kg, enquanto o frango atacado está precificado ao redor de R$ 5,50/kg, na qual teve uma queda de 0,90%.

O Notícias Agrícolas apurou que nas principais praças produtoras do país registrou mudanças pontuais nos valores, sendo que no Paraná o frango vivo está precificado a R$ 4,63/kg e teve alta de 0,43%. Já em São Paulo permanece estável cotado a R$ 4,00/kg  e em Santa Catarina está sem referência.

Com base nos dados da Safras & Mercados, o último preço do frango vivo em Brasília está cotado em R$ 4,25/kg. Já em Goiânia/GO, o último valor da ave viva está em torno de R$ 4,25/kg. "O mercado brasileiro de frango voltou a trabalhar com preços acomodados ao longo da semana. Nos próximos dias deve haver pouco espaço para reajustes nas cotações, o que preocupa, uma vez que os custos acabam pressionando a margem operacional da atividade", informou o analista da Safras & Mercados, Fernando Henrique Iglesias. 

Confira a cotação completa . 

Nesta semana (18 a 22/01), viticultores enfrentaram dificuldade em comercializar as uvas no mercado nacional. Diferentemente das semanas passadas, quando a BRS vitória passou pelo mesmo contratempo, as variedades com menor saída foram a itália e benitaka.

No Vale do São Francisco (PE/BA), a oferta destas uvas não é alta e, ainda assim, o escoamento foi limitado, bem como os preços na roça: R$ 3,91/kg para a itália (+2,9%) e R$ 3,54/kg para a benitaka (-4,4%). Em São Miguel Arcanjo (SP), com o pico de safra se aproximando, a oferta tem crescido gradualmente. Este cenário, somado à baixa demanda pelas uvas finas com semente, pode continuar pressionando as cotações. Nesta semana, fecharam em R$ 3,75/kg para itália e para benitaka, quedas respectivas de 18,5% e 15,1% frente à passada.

Ao longo desta semana (18 a 22/01), o preço das alfaces nas praças produtoras paulistas registrou aumento. Em Mogi das Cruzes (SP) a crespa finalizou com alta de 1,13% nesta semana em comparação com a passada, a R$ 15,78/cx com 20 unidades. A mesma variedade na região de Ibiúna (SP) teve acréscimo de 25,67% e preço médio de R$ 18,22/cx com 20 unidades.

Mesmo com menor volume de chuva, a produção ainda sente os efeitos da umidade em ambas as localidades de São Paulo. A oferta nos últimos dias seguiu restrita e, com um leve aumento da procura, os preços se elevaram. Para as próximas semanas, a expectativa é que o volume de folhosas continue limitado e com demanda aquecida, sendo possível mais um reajuste nas cotações.

Aprosoja-GO marcou presença na solenidade de assinatura dos contratos de projetos rodoviários entre o Governo de Goiás, por meio da Goinfra, e o Fundepec (Fundo para o Desenvolvimento da Pecuária em Goiás), nesta segunda-feira (18), na sede da Faeg, em Goiânia. A associação foi representada pelo 1º diretor financeiro, Rubens Loyola, e pelo consultor técnico, Cristiano Palavro.

Os projetos que serão elaborados com cerca de R$ 5 milhões repassados pelo Fundepec preveem a construção ou reconstrução de nove rodovias (quase 400 quilômetros) e cinco pontes (aproximadamente 150 metros) em diversas regiões de Goiás. Os primeiros trechos contratados têm previsão de iniciar as obras em abril deste ano.

O presidente da Goinfra, Pedro Sales, explicou que o governo estadual optou por pedir ajuda ao setor privado para destravar algumas obras rodoviárias prioritárias em vez de aumentar tributos. “Muitos mais que quilômetros de pavimentação, dentro da Goinfra nós queremos priorizar a qualidade e isso começa com os projetos de engenharia. Com o apoio do setor privado, vamos conseguir projetos céleres e eficientes”, declarou.

O presidente da Faeg, deputado federal José Mário Schreiner, afirmou que a doação desses projetos ao Estado vai reduzir praticamente pela metade o tempo necessário para a execução das obras, que vão melhorar a trafegabilidade da população e o escoamento da produção rural. “Esses convênios são muito importantes e representam uma parceria público-privada sólida, sem embromação”, ressaltou.

José Mário agradeceu aos quase R$ 650 mil já arrecadados pelos produtores de grãos, algodão e sementes, por meio do “Projeto Estradas”, uma campanha entre as associações do setor, respectivamente, Aprosoja-GO, Agopa e Agrosem. Um comitê de entidades já foi formado e deve começar nesta semana a levantar os orçamentos para definir a empresa a ser contratada para a elaboração dos primeiros projetos.

A solenidade também teve a presença do vice-governador, Lincoln Tejota; do secretário de Estado da Agricultura, Antonio Carlos de Souza Lima Neto; do presidente do Fundepec, Antônio Flávio Camilo; e de representantes de diversas entidades.

RodoPontes

Durante a solenidade, houve o lançamento do aplicativo Rodopontes, a evolução de uma plataforma que começou a ser desenvolvida em 2019 pela Faeg. Ao baixar o app disponível nas versões Android e iOS, os produtores rurais e população geral podem tirar fotos de pontos críticos de estradas e rodovias e enviar pelo app. A ideia é repassar essas informações aos órgãos de infraestrutura, como a Goinfra, agilizando os processos de manutenção, recuperação e reconstrução de rodovias.

SÃO PAULO (Reuters) - A colheita de soja 2020/21 em Mato Grosso atingiu 2,23% da área plantada, com um avanço semanal de 1,43 ponto percentual, disse nesta sexta-feira o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), indicando que os trabalhos seguem atrasados em relação às temporadas anteriores.

No mesmo período da safra 2019/10, o Estado havia colhido 14,42% das áreas semeadas, enquanto a média histórica de cinco anos para esta etapa da colheita atinge 11,7%, segundo os dados do instituto.

Maior produtor de soja do Brasil, Mato Grosso sofreu com a seca no início do período de semeadura da oleaginosa, o que chegou a atrasar os trabalhos dos produtores locais e traz impactos para os plantios das segundas safras.

Cultivado logo após a colheita da soja, o algodão 2020/21 permanece com ritmo de semeadura muito aquém do verificado em anos anteriores em Mato Grosso. De acordo com o Imea, o plantio da fibra atingiu nesta semana 16,09% das áreas esperadas, ante 56,58% em 2019/20 e 48,10% na média histórica.

Já o plantio da "safrinha" de milho foi mencionado pela primeira vez em relatório do Imea nesta temporada. O órgão apurou que a semeadura do cereal alcançou 1,01% da área projetada --em igual período do ano passado, atingia 9,82%, e na média de cinco anos bate 9,59%.

(Por Gabriel Araujo)

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO - O Ibovespa caminhava nesta sexta-feira para a segunda semana de queda seguida, pressionado pelo desconforto com a cena fiscal e o ambiente político no país que abriram espaço para realização de lucros após máximas históricas nos primeiros pregões do ano.

O aumento persistente de casos e mortes em razão do coronavírus no Brasil, seguindo a tendência de outros países, também trouxe de volta preocupações sobre a retomada econômica e pressões fiscais, enquanto o Banco Central abandonou o compromisso de não subir a Selic.

"A incerteza para o primeiro trimestre permanece elevada, com o agravamento da pandemia no curto prazo e atraso na vacinação", ressaltou o Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco, segundo maior banco privado do país, em relatório enviado a clientes.

Nesse contexto, o clima otimista em Wall Street com a posse do democrata Joe Biden como novo presidente dos Estados Unidos e a perspectiva de mais estímulos para a maior economia do mundo pouco animou compras de ações brasileiras.

Dados sobre o fluxo do começo do ano, porém, sinalizam que investidores estrangeiros continuam de olho na bolsa paulista, com o saldo de capital externo no mercado secundário de ações da B3 positivo em 21,6 bilhões de reais, segundo os dados mais recentes disponíveis, até o dia 20.

Nesta sexta-feira, por volta de 16h, o Ibovespa caía 1,2%, a 116.905,34 pontos, acumulando perda de 2,9% na semana e retração de 1,8% no mês.

Maiores baixas do Ibovespa no dia

Maiores altas do Ibovespa no dia

O índice Small Caps cedia 1,7%, a 2.721,56 pontos, com recuo de 4,5% na semana e queda de 3,6% no mês.

O volume negociado no pregão nesta sexta-feira somava 21,3 bilhões de reais.

NOTÍCIAS DE AÇÕES EM DESTAQUE NA SEMANA:

Oceanpact pode movimentar R$1,12 bi em IPO

IPO da Eletromidia pode movimentar R$870 mi

Cruzeiro do Sul pode movimentar R$1,87 bi em IPO

Pátria precifica IPO a US$17 por ação

BTG Pactual levanta R$2,57 bi em follow-on

Light conclui oferta de ações de R$2,7 bi

Copel aprova desdobramento de ações

DESTAQUES DO IBOVESPA DO ACUMULADO DO MÊS:

- NOTRE DAME INTERMÉDICA ON sobe 23,9%, puxada pela oferta da seguradora e operadora hospitalar Hapvida para comprar a rival, em um negócio envolvendo ações e avaliado em 49 bilhões de reais. Se bem sucedido, o negócio criará uma gigante da área de saúde, formando a maior rede de hospitais do Brasil. O Credit Suisse avalia que o acordo deve facilitar a entrada em novas regiões, com estratégias comerciais mais assertivas. HAPVIDA ON mostra elevação de 15,1%.

- B2W ON valoriza-se 18,9%, em movimento bem superior ao de suas concorrentes MAGAZINE LUIZA (+4,3%) e VIA VAREJO ON (-11,8%). Apesar de esperar desaceleração para o setor de comércio eletrônico, o BTG Pactual vê tendência estrutural positiva para plataformas horizontais com grande sortimento, tráfego e foco em níveis de serviço, o que deve garantir uma consolidação mais rápida do ecommerce entre alguns potenciais vencedores, incluindo a B2W.

- WEG ON avança 16,5%, após forte valorização em 2020 e tendo renovado máximas históricas no mês. Mesmo com algumas visões de que a cotação está 'esticada', analistas avaliam que fundamentos sólidos da companhia continuarão apoiando seu crescimento e seus retornos, e consideram positiva a estratégia da empresa de explorar novas oportunidades em áreas como soluções digitais e energia renovável.

- ELETROBRAS PNB e ELETROBRAS ON recuam 18,5% e 18,2%, respectivamente, em meio a ruídos ligados ao plano de privatização da elétrica, após sinalizações do ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, de que o projeto de lei de privatização da companhia poderia ser aprovado no Congresso no primeiro semestre deste ano. O senador Rodrigo Pacheco, candidato à presidência do Senado, não citou a privatização da elétrica entre os projetos prioritários na Casa.

- EZTEC ON apura declínio de 15,9% desde o começo do ano, com prévia operacional do último trimestre de 2020 mostrando números considerados fracos por analistas, embora a companhia tenha reiterado guidance para 2021 e continue mostrando sinais de recuperação. Também de pano de fundo está a mudança na sinalização em relação à taxa básica de juros pelo BC, que deixou aberta a porta para novos aumentos, o que pesou sobre o setor como um todo.

Veja o comportamento dos principais índices setoriais na B3 no acumulado do mês:

- Índice financeiro: -6%

- Índice de consumo: -0,19%

- Índice de Energia Elétrica: -4,55%

- Índice de materiais básicos: +6,6%

- Índice do setor industrial: +1,8%

- Índice imobiliário: -9,22%

- Índice de utilidade pública: 6,38%

O mercado futuro do café arábica encerrou as cotações desta sexta-feira (22) com quedas acima dos 200 pontos na Bolsa de Nova York (ICE Future US). Chuvas no Brasil, Covid-19 e recuperação dos estoques certificados ajudaram a pressionar os preços no pregão. 

Março/21 teve queda de 240 pontos, valendo 124,05 cents/lbp, maio/21 registrou baixa de 230 pontos, valendo 126,20 cents/lbp, julho/21 teve desvalorização de 230 pontos, valendo 128,10 cents/lbp e setembro/21 registrou baixa de 225 pontos, estabelecendo os preços por 129,90 cents/lbp. 

Segundo análise do site internacional Barchart, o mercado futuro voltou a cair após novas previsões de chuvas para Minas Gerais. " As previsões de chuva no fim de semana em Minas Gerais, a maior região produtora de café arábica do Brasil, estão reduzindo os preços do café hoje", afirma a publicação. 

Vale destacar, no entanto, que o retorno das chuvas não recupera os danos para a safra de arábica do Brasil em 2021. De acordo com o primeiro levantamento da Conab, divulgado nesta semana, é previsto uma quebra entre 32% e 39% para o arábica, considerando as condições climáticas e o ano de bienalidade baixa para o arábica. 


Movimentação do mercado futuro durante a semana

Uma recuperação nos estoques da ICE foi outro fator de baixa para o café observado nesta sexta-feira. Segundo o Barchart, os estoques certificados na ICE subiram para 1,571 milhões de sacas, dando suporte na recuperação da baixa mais expressiva dos últimos 20 anos, divulgada em outubro do ano passado. 

Apesar da redução dos estoques indicar um consumo dentro da normalidade na pandemia do Coronavírus, o pregão desta sexta também foi marcado por um dia de grande aversão ao risco no mercado financeiro global. 

Mais do que isso, índices acionários caem no mundo todo. O Ibovespa marcava sua quarta baixa seguida, registrando as mínimas em um mês e, na Europa, os mercados também fecharam a sexta-feira em queda. E parte dessas perdas estão bastante ligadas às notícias mais recentes sobre a pandemia do coronavírus. 

"Os mercados acionários europeus encerraram em queda nesta sexta-feira, uma vez que a atividade empresarial na zona do euro encolheu em janeiro com rígidos lockdowns para controlar a pandemia do coronavírus fechando muitas empresas", informa a agência de notícias Reuters.

*Com informações de Carla Mendes - @jornalistadasoja 

Na Bolsa de Londres, o café tipo conilon também encerrou a semana com desvalorização. Março/21 teve queda de US$ 13 por tonelada, valendo US$ 1310, maio/21 teve desvalorização de US$ 13 por tonelada, valendo US$ 1322, julho/21 registrou baixa de US$ 12 por tonelada, valendo US$ 1338 e setembro/21 teve queda de US$ 11 por tonelada, negociado por US$ 1357.

"Sobre o clima, a Somar Meteorologia alerta que permanece a condição para fortes precipitações e temporais no Estado de São Paulo nesse fim de semana. Pode chover, mas de forma fraca e isolada, nas áreas da divisa paulista com o Rio de Janeiro e no norte do Espírito Santo. Para o restante da Região Sudeste, a previsão é de tempo firme", destacou o Conselho Nacional do Café (CNC) em sua análise semanal. 


Estimativa é de produção recorde para o conilon em 2021

O CNC destacou ainda que no mercado físico, as cotações tiveram pouca oscilação, mas a variedade arábica segue alcançando níveis recordes ao receber impulso da retração vendedora, uma vez que um alto percentual de produtores realizou a comercialização de forma antecipada, e da quebra na safra 2021 do Brasil.

O indicador calculado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) para o arábica subiu 0,35% na semana e fechou a quinta-feira em R$ 654,24/saca, seu novo recorde nominal na série, que teve início em 1996. O do conilon permaneceu praticamente estável em R$ 416,18/saca.

A sexta-feira encerrou com estabilidade nas principais praças produtoras do país. 

O tipo 6 bebida dura bica corrida teve queda de 0,73% em Guaxupé/MG, valendo R$ 682,00, Araguarí/MG teve alta de 1,49%, negociado por R$ 680,00. Poços de Caldas/MG manteve a estabilidade por R$ 660,00, Patrocínio/MG manteve o valor de R$ 650,00 e Varginha/MG manteve a negociação por R$ 680,00.

O tipo cereja descascado teve queda de 0,68% em Guaxupé/MG, valendo R$ 725,00. Poços de Caldas/MG manteve a estabilidade por R$ 720,00, Patrocínio/MG manteve o valor de R$ 700,00 e Varginha/MG manteve a negociação por R$ 720,00.

 

As referências no mercado de suínos seguiram com o movimento de queda nesta sexta-feira (22) nas principais praças consultadas. O levantamento realizado pela a Scot Consultoria reportou que a arroba do suíno CIF teve queda de 4,07%/1,54%, precificada a R$ 118,00 a R$128,00, enquanto a carcaça especial teve desvalorização de 3,19%/3,90%, cotada em R$ 9,10/R$ 9,40 o quilo.

De acordo com os dados do Cepea/Esalq referente às informações da última quinta-feira (21), o preço do suíno vivo teve queda de 2,58% em Santa Catarina e está cotado a R$ 6,81/kg. Em Minas Gerais, houve queda no preço do suíno vivo de 0,77%  e está cotado a R$ 6,45/kg. 

Já em São Paulo, a cotação do suíno fechou cotado a R$ 6,79/kg e teve queda de 0,44%. Já no Paraná, a cotação teve uma perda de 1,20% e ficou precificado a R$ 6,57/kg. No estado do Rio Grande do Sul, o preço do animal vivo teve uma desvalorização de 1,57% e encerrou o dia a R$ 6,91/kg. 

A safras & Mercados divulgou que o último preço do suíno vivo em Ponta Grossa/PR está cotado a R$ 6,70/kg. No Rio Grande do Sul, o último valor levantando para o animal vivo está R$ 5,90/kg. "O mercado brasileiro de suínos registrou uma semana de pressão nas cotações, tanto no quilo vivo quanto nos cortes negociados no atacado. Frigoríficos ressaltam que o escoamento da carne segue enfraquecido, fator que acaba resultando em um menor ímpeto nas negociações envolvendo animais para abate e, ainda, a busca por preços mais baixos", destacou o analista da Safras & Mercados, Allan Maia. 

Confira a cotação completa . 

Com a procura doméstica por carne de frango enfraquecida desde o fim de dezembro e as exportações da proteína também em ritmo lento nesta parcial de janeiro, o descompasso entre demanda e oferta tem aumentado no setor avícola nacional, elevando estoques e pressionando ainda mais as cotações da carne. Assim, apesar de seguir competitiva frente às principais proteínas concorrentes, suína e bovina, colaboradores do Cepea apontam que a comercialização de carne de frango continua abaixo do esperado. No mercado de cortes e miúdos do atacado da Grande São Paulo (SP), a asa é o produto que apresenta a desvalorização mais significativa neste mês. Ressalta-se que grande volume desse corte é geralmente embarcado à China, e como as vendas externas estão lentas, houve aumento na disponibilidade desse produto no mercado brasileiro e queda intensa nos preços. Já o preço do coração vem registrando forte alta em janeiro, indo na contramão dos demais produtos. A demanda específica pelo miúdo tem elevado a liquidez e as cotações, que, inclusive, operam em patamares recordes nominais da série histórica