20 Novembro 2020

Em queda, preço da arroba pode ganhar força em dezembro, diz Safras

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O mercado físico de boi gordo encerra a semana com preços pouco alterados e um ritmo cadenciado de negócios. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, muitos frigoríficos optaram por se ausentar do mercado, avaliando as melhores estratégias de compra para o curto prazo.

“O fato é que a pressão dos últimos dias surtiu efeito e as escalas de abate estão mais confortáveis, agora posicionadas para quatro dias úteis, em média. Mas é importante destacar que ainda há elementos que justifiquem alguma recuperação dos preços a partir da primeira quinzena de dezembro, avaliando a demanda próxima do seu ápice no mercado doméstico, somado ao último fluxo de embarques de carne bovina. O fato que esse movimento seguirá limitado pela atuação dos frigoríficos, que mostraram grande capacidade de pressionar o mercado mesmo em um momento pautado por um quadro latente de restrição de oferta”, assinala Iglesias.

Em São Paulo, Capital, os preços do mercado à vista ficaram em R$ 281 a arroba, estáveis em relação à quinta. Em Uberaba, Minas Gerais, os preços ficaram em R$ 275 a arroba, sem alteração. Em Dourados, no Mato Grosso do Sul, a cotação também estabilizou, em R$ 270. O mesmo aconteceu em Goiânia, Goiás, com o valor indicado em R$ 272. Já em Cuiabá, no Mato Grosso, o preço ficou em R$ 267 a arroba, contra R$ 268 na quinta.

No mercado atacadista, os preços seguem firmes. De acordo com Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere por reação dos preços no restante do bimestre, avaliando a entrada do décimo terceiro salário e demais bonificações na economia. No entanto, este movimento será cerceado pela limitada capacidade do consumidor médio em absorver novos reajustes da carne bovina, e o processo de migração com destino à carne de frango tende a continuar. Ainda, as exportações continuam em ótimo nível neste final de ano, com a China absorvendo volumes substanciais de proteína animal brasileira, consequência da lacuna de oferta formada pela Peste Suína Africana.

Com isso, o corte traseiro permaneceu em R$ 20,80 o quilo. O corte dianteiro seguiu em R$ 16,30 o quilo, e a ponta de agulha continuou em R$ 15,70 o quilo.

O mercado físico de boi gordo encerra a semana com preços pouco alterados e um ritmo cadenciado de negócios. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, muitos frigoríficos optaram por se ausentar do mercado, avaliando as melhores estratégias de compra para o curto prazo.

“O fato é que a pressão dos últimos dias surtiu efeito e as escalas de abate estão mais confortáveis, agora posicionadas para quatro dias úteis, em média. Mas é importante destacar que ainda há elementos que justifiquem alguma recuperação dos preços a partir da primeira quinzena de dezembro, avaliando a demanda próxima do seu ápice no mercado doméstico, somado ao último fluxo de embarques de carne bovina. O fato que esse movimento seguirá limitado pela atuação dos frigoríficos, que mostraram grande capacidade de pressionar o mercado mesmo em um momento pautado por um quadro latente de restrição de oferta”, assinala Iglesias.

Em São Paulo, Capital, os preços do mercado à vista ficaram em R$ 281 a arroba, estáveis em relação à quinta. Em Uberaba, Minas Gerais, os preços ficaram em R$ 275 a arroba, sem alteração. Em Dourados, no Mato Grosso do Sul, a cotação também estabilizou, em R$ 270. O mesmo aconteceu em Goiânia, Goiás, com o valor indicado em R$ 272. Já em Cuiabá, no Mato Grosso, o preço ficou em R$ 267 a arroba, contra R$ 268 na quinta.

No mercado atacadista, os preços seguem firmes. De acordo com Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere por reação dos preços no restante do bimestre, avaliando a entrada do décimo terceiro salário e demais bonificações na economia. No entanto, este movimento será cerceado pela limitada capacidade do consumidor médio em absorver novos reajustes da carne bovina, e o processo de migração com destino à carne de frango tende a continuar. Ainda, as exportações continuam em ótimo nível neste final de ano, com a China absorvendo volumes substanciais de proteína animal brasileira, consequência da lacuna de oferta formada pela Peste Suína Africana.

Com isso, o corte traseiro permaneceu em R$ 20,80 o quilo. O corte dianteiro seguiu em R$ 16,30 o quilo, e a ponta de agulha continuou em R$ 15,70 o quilo.


Fonte Canal Rural

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