20 Novembro 2020

Seca no meio oeste de Santa Catarina é a pior desde 1957

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Nas regiões mais afetadas pela estiagem, 80 cidades da região já decretaram situação de emergência; déficit hídrico chega a 711 milímetros

A chuva voltou a acontecer em boa parte do Brasil nesta segunda quinzena de novembro, mas ainda existem áreas onde o déficit hídrico é histórico. No meio oeste de Santa Catarina, por exemplo, o déficit hídrico deste ano chega a 711 milímetros, ou seja, tivemos toda essa chuva abaixo do normal no decorrer de 2020.

Segundo os dados hidrológicos do Epagri, esta situação se compara ao pior cenário já registrado pela instituição no ano de 1957. Nas regiões mais afetadas pela estiagem, 80 cidades decretaram situação de emergência. Pelos dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), entre agosto, setembro e outubro de 2020, assim como em 2019, a chuva ficou bem abaixo da média e esta é a seca mais severa desde que começaram a coletar os dados em 1961, pouco depois do Epagri, confirmando assim uma estiagem histórica.

Enquanto a chuva não vem para estas áreas, o que está sendo recorde é o frio. Urupema registrou a menor temperatura em novembro dos últimos 20 anos: apenas 2,1°C. O recorde anterior para novembro pertencia ao ano de 2010, com 3,3°C. Diversas cidades registraram temperaturas baixas para esta época do ano no Sul, mais um dos efeitos do La Niña, além dessa falta de chuva.

Neste sábado, 21, a alta umidade combinada às áreas de instabilidade que atuam no alto da atmosfera, mantém a condição para pancadas de chuva apenas entre a região Metropolitana de Porto Alegre, norte e nordeste do Rio Grande do Sul e na faixa leste entre Santa Catarina e Paraná. A chuva ocorre de maneira rápida e pontual, mas não se descarta o risco para algumas trovoadas. Nas demais áreas o tempo firme segue predominando e o sol aparece entre poucas nuvens. Temperaturas em lenta elevação nos três estados.

No domingo, 22, segue a condição de chuva apenas na serra do Rio Grande do Sul e centro-leste entre Santa Catarina e Paraná. Nas demais áreas do Sul, o sol predomina entre poucas nuvens e não há previsão de chuva. As temperaturas seguem em gradativa elevação durante o fim de semana.

A partir de quarta-feira, 25, novas áreas de instabilidade se aproximam do Rio Grande do Sul e voltam a causar chuva, que se espalha para os demais estados na quinta, 26, na forma de fortes temporais. Será a primeira vez nesta primavera que áreas mais secas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina vão ter chuva mais espalhada e significativa, além de ser mais contínua. Os volumes podem passar dos 50 milímetros.

 

Nas regiões mais afetadas pela estiagem, 80 cidades da região já decretaram situação de emergência; déficit hídrico chega a 711 milímetros

A chuva voltou a acontecer em boa parte do Brasil nesta segunda quinzena de novembro, mas ainda existem áreas onde o déficit hídrico é histórico. No meio oeste de Santa Catarina, por exemplo, o déficit hídrico deste ano chega a 711 milímetros, ou seja, tivemos toda essa chuva abaixo do normal no decorrer de 2020.

Segundo os dados hidrológicos do Epagri, esta situação se compara ao pior cenário já registrado pela instituição no ano de 1957. Nas regiões mais afetadas pela estiagem, 80 cidades decretaram situação de emergência. Pelos dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), entre agosto, setembro e outubro de 2020, assim como em 2019, a chuva ficou bem abaixo da média e esta é a seca mais severa desde que começaram a coletar os dados em 1961, pouco depois do Epagri, confirmando assim uma estiagem histórica.

Enquanto a chuva não vem para estas áreas, o que está sendo recorde é o frio. Urupema registrou a menor temperatura em novembro dos últimos 20 anos: apenas 2,1°C. O recorde anterior para novembro pertencia ao ano de 2010, com 3,3°C. Diversas cidades registraram temperaturas baixas para esta época do ano no Sul, mais um dos efeitos do La Niña, além dessa falta de chuva.

Neste sábado, 21, a alta umidade combinada às áreas de instabilidade que atuam no alto da atmosfera, mantém a condição para pancadas de chuva apenas entre a região Metropolitana de Porto Alegre, norte e nordeste do Rio Grande do Sul e na faixa leste entre Santa Catarina e Paraná. A chuva ocorre de maneira rápida e pontual, mas não se descarta o risco para algumas trovoadas. Nas demais áreas o tempo firme segue predominando e o sol aparece entre poucas nuvens. Temperaturas em lenta elevação nos três estados.

No domingo, 22, segue a condição de chuva apenas na serra do Rio Grande do Sul e centro-leste entre Santa Catarina e Paraná. Nas demais áreas do Sul, o sol predomina entre poucas nuvens e não há previsão de chuva. As temperaturas seguem em gradativa elevação durante o fim de semana.

A partir de quarta-feira, 25, novas áreas de instabilidade se aproximam do Rio Grande do Sul e voltam a causar chuva, que se espalha para os demais estados na quinta, 26, na forma de fortes temporais. Será a primeira vez nesta primavera que áreas mais secas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina vão ter chuva mais espalhada e significativa, além de ser mais contínua. Os volumes podem passar dos 50 milímetros.

 


Fonte Canal Rural

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