20 Novembro 2020

Qual o caminho para evitar uma nova crise no leite? Daoud responde

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O preço do leite pago ao produtor deve recuar em novembro. O setor, que ganhou certo fôlego neste ano, volta a temer problemas graves, já que os custos de produção também cresceram bastante em 2020.

“O que essa pandemia vai nos deixar é a elevação dos custos. A indústria também tem manifestado isso, como embalagens até 35% mais caras”, frisa o presidente do , Rodrigo Rizzo.

A forte estiagem que atinge o Sul do país nos últimos meses também vem prejudicando os produtores, que viram a disponibilidade de milho cair.

Rizzo conta que a entidade enviou um documento ao pedindo, basicamente, duas ações: de imediato, a aquisição de produtos lácteos pelo governo, sobretudo de leite em pó. Posteriormente, quando começar a colheita da safra de grãos, operações de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro) e Prêmio para Escoamento de Produto (PEP) para o milho.

“Fizemos contato com a Conab []. Eles receberam o documento e estão estudando uma resposta. Na semana que vem, a ministra [Tereza Cristina] vai conversar com a Conab para entender o quadro e, a partir daí, dar uma resposta aos produtores”, conta Rizzo.

A pediu ao governo federal que estude interromper a importação de lácteos, para dar estabilidade ao produtor brasileiro. O presidente do Conseleite-RS defende a medida. “É importante, em determinados períodos do ano que em temos dificuldade, que isso seja feito”, afirma.

O comentarista Miguel Daoud não acredita que seja uma boa solução, pois os outros países podem retaliar bloqueando a importação de outros produtos brasileiros importantes para a economia.

Para Daoud, o governo federal precisa usar as políticas públicas para organizar o mercado. “Comprar leite in natura e criar programas para a população pobre. O Nordeste tem uma demanda muito grande! Tem que usar os instrumentos de política pública para dar estabilidade aos preços. Mas eles [o governo] não têm visão de longo prazo”, diz.

Segundo o comentarista, é preciso que o Brasil defina o que espera da agropecuária e institucionalize o que for necessário.

O preço do leite pago ao produtor deve recuar em novembro. O setor, que ganhou certo fôlego neste ano, volta a temer problemas graves, já que os custos de produção também cresceram bastante em 2020.

“O que essa pandemia vai nos deixar é a elevação dos custos. A indústria também tem manifestado isso, como embalagens até 35% mais caras”, frisa o presidente do , Rodrigo Rizzo.

A forte estiagem que atinge o Sul do país nos últimos meses também vem prejudicando os produtores, que viram a disponibilidade de milho cair.

Rizzo conta que a entidade enviou um documento ao pedindo, basicamente, duas ações: de imediato, a aquisição de produtos lácteos pelo governo, sobretudo de leite em pó. Posteriormente, quando começar a colheita da safra de grãos, operações de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro) e Prêmio para Escoamento de Produto (PEP) para o milho.

“Fizemos contato com a Conab []. Eles receberam o documento e estão estudando uma resposta. Na semana que vem, a ministra [Tereza Cristina] vai conversar com a Conab para entender o quadro e, a partir daí, dar uma resposta aos produtores”, conta Rizzo.

A pediu ao governo federal que estude interromper a importação de lácteos, para dar estabilidade ao produtor brasileiro. O presidente do Conseleite-RS defende a medida. “É importante, em determinados períodos do ano que em temos dificuldade, que isso seja feito”, afirma.

O comentarista Miguel Daoud não acredita que seja uma boa solução, pois os outros países podem retaliar bloqueando a importação de outros produtos brasileiros importantes para a economia.

Para Daoud, o governo federal precisa usar as políticas públicas para organizar o mercado. “Comprar leite in natura e criar programas para a população pobre. O Nordeste tem uma demanda muito grande! Tem que usar os instrumentos de política pública para dar estabilidade aos preços. Mas eles [o governo] não têm visão de longo prazo”, diz.

Segundo o comentarista, é preciso que o Brasil defina o que espera da agropecuária e institucionalize o que for necessário.


Fonte Canal Rural

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